As Estratégias da Prefeitura de São Paulo para Alcançar 4% de Participação da Bicicleta na Mobilidade Urbana
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20214074Palavras-chave:
Mobilidade ativa, Mobilidade urbana, Sustentabilidade, Ciclomobilidade, São PauloResumo
A mobilidade ativa tem ganhado destaque como uma alternativa sustentável e eficiente para os deslocamentos urbanos, promovendo benefícios à saúde, ao meio ambiente e à coesão social. Em meio a desafios como a dependência de veículos motorizados, poluição e desigualdade no acesso ao transporte, a cidade de São Paulo tem adotado estratégias públicas para fomentar o uso da bicicleta como meio de transporte regular. Este artigo tem como objetivo analisar as ações implementadas pela Prefeitura de São Paulo, com destaque para o Plano de Ação Climática (PlanClimaSP) e o Plano de Monitoramento de Viagens em Bicicleta, que visam elevar a participação da bicicleta nas viagens urbanas de 0,8% para 4% até 2030. Com base em documentos oficiais, dados estatísticos e diretrizes da Agenda 2030 da ONU, identificam-se avanços importantes, como a expansão da infraestrutura cicloviária, ações educativas e integração entre políticas ambientais e de saúde. Contudo, o alcance dessa meta ainda depende da continuidade das políticas públicas, da ampliação da participação social e do enfrentamento das barreiras físicas, culturais e institucionais que dificultam o acesso equitativo à mobilidade ativa. A pesquisa aponta que o uso da bicicleta, além de promover a sustentabilidade ambiental, é uma ferramenta estratégica para tornar a cidade mais inclusiva, segura e resiliente.
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