Desafio para a redução do NVA nas montadoras
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20171736Palavras-chave:
Non-Value-Added, Indústria Automotiva, Montagem Geral, Manufatura EnxutaResumo
A eliminação de atividades que não agregam valor (Non-Value-Added – NVA) constitui um dos principais desafios da indústria automotiva contemporânea, especialmente em contextos de alta competitividade e exigência por eficiência produtiva. Segundo Ohno (1988) e Shah e Ward (2007), as atividades NVA correspondem a ações que consomem recursos sem contribuir para o valor percebido pelo cliente, como movimentações desnecessárias, esperas, retrabalhos e inspeções excessivas. A literatura destaca metodologias como o Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM), o Controle Estatístico de Processos (CEP), o SMED e a Medição de Tempos e Movimentos como ferramentas eficazes para identificação e redução dessas perdas. Estudos de caso evidenciam que a aplicação integrada dessas práticas pode reduzir desperdícios em até 50%, melhorando a produtividade e a qualidade final. A Indústria 4.0, por meio da digitalização, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial, amplia as possibilidades de monitoramento e tomada de decisão em tempo real, potencializando os resultados da manufatura enxuta. A análise empírica realizada em um setor logístico demonstrou reduções de 50% na movimentação de operadores e 21,7% no tempo de ciclo, comprovando o impacto das práticas Lean e da ergonomia na otimização dos processos. Assim, a gestão eficaz do NVA é essencial para a competitividade e sustentabilidade das operações automotivas.
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